Coca-Cola e um episódio histórico: a mudança de rótulo

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Por Rubia Pria | Relações Públicas Internacionais | 27.04.2012

O post de hoje é polêmico do ponto de vista das relações públicas. Lembram-se do nosso lema de RP internacional “erro local, dano global”? No post de hoje ficou ao contrário: “acerto local, recompensa global”.

 

Há 15 dias, uma notícia bombou no Twitter (tenho certeza que muitos que estão lendo este post viram):

“Depois de 125 anos, Coca-Cola muda o rótulo de seus produtos.”

Confesso que na hora, parei e pensei “nossa que ousadia”, só então cliquei no link da notícia e eis que me deparo com o seguinte vídeo:

Ok. Com primeiros olhos parece (e é) simplesmente mais uma campanha publicitária da Coca-Cola, mas a história começa a ficar interessante no ponto de vista das relações públicas quando a gente entende o porquê do “Share a Coke” (tradução livre: divida uma Coca-Cola).

Depois de uma pesquisa de mercado, a Coca-Cola descobriu que 50% dos adolescentes e jovens da Austrália não haviam consumido a bebida no mês.  Se as pessoas não estavam consumindo, consequentemente não estavam falando da bebida (adeus market share) e pior, não estavam comprando.

Nos últimos anos, o foco da Coca-Cola tem sido justamente as relações sociais e isso por si só já seria um ótimo gancho. Em tempos de redes sociais, o relacionamento é praticamente digital, mas a Coca-Cola estava pendendo muitas vendas e precisava mudar isso… incentivando o contato real.

A ideia foi simples e não precisava de muuuuito investimento. Considerando a queda de 50% do mercado de vendas, outras empresas teriam entrado em desespero, mas a Coca-Cola pensou em uma coisa simples, ou melhor, 150. Os 150 nomes mais populares da Austrália foram parar nos rótulos das garrafas.

Foi daí que nasceu a campanha local, que repercutiu muito bem no global. Fazendo uma pesquisa simples no Google, dá para encontrar gente de todo o mundo falando sobre isso. Para os publicitários isto é fantástico, mas o fato é: alguém além de mim consegue ver o quanto de RP está implícito na campanha?

A fórmula para o sucesso (nem sei se as vendas subiram) foi humanizar a campanha. Se as pessoas se relacionam, elas conversam, trocam opinião, discutem, debatem e, principalmente, influenciam. Normalmente as marcas fazem isso em suas fan pages, mas neste caso, abrir uma garrafa de Coca-Cola de verdade era parte essencial do plano.

Apelando para o conceito de Benedicto Silva em seu livro “Relações Públicas, Divulgação e Propaganda” (1954, p.8), temos uma explicação básica que confirma a minha tese que essa campanha publicitária foi puro RP: “Relações Públicas é o procedimento mediante o qual determinada empresa procura deliberadamente criar em seu favor um crédito de confiança e estima na respectiva clientela, contra o qual pode sacar em seu proveito, tanto de seu programa de trabalho, como de seus interesses institucionais”.

Não vou falar agora, mas se vocês repararem bem, campanhas publicitárias que seguem a mesma linha, acabam dando muito resultado positivo. Mas, de novo, isto já é tema para um próximo post…

Crowdsourcing + Relações Públicas ?

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Por Fernanda | Tendência e Inovação | 26.04.2012

Enquanto muitos ainda debatem sobre qual a graduação tem o melhor preparo para gerenciar as mídias sociais de uma empresa, os usuários apontam outra necessidade: a participação, a colaboração, a inserção nas empresas não apenas opinando sobre os produtos e serviços. Se mídias sociais já é um fato, uma necessidade de atuação das empresas, o crowdsourcing também está neste cenário.

Apesar de ainda falarem que o crowdsourcing é algo novo e que será uma tendência, o termo surgiu em 2006 e já naquela época Jeff Howe (que criou essa definição) indicava que era algo que já existia e que estava surgindo naturalmente. E as mídias sociais só ajudaram a alavancar isso. Alias não só elas, mas toda a usabilidade e a facilidade de acessos, também, contribuíram.

No livro “Nós somos mais inteligentes do que eu: como utilizar o poder das redes colaborativas nos seus negócios”, os autores comentam que “pela primeira vez, os humanos têm o poder de colaborar em massa, utilizando a inteligência coletiva restrita às formigas e abelhas – mas agora com o QI humano liderando o conjunto”. E é sobre esta atuação conjunta, coletiva que se trata isso tudo.

Mas o que um relações públicas tem a ver com isso?

Tudo. Se você quer saber mais sobre esse assunto vai descobrir que precisa aprender sobre inovação aberta, co-criação, inteligência coletiva, e principalmente sobre participação. Questões essas que envolvem a organização como um todo. E isso tudo acontece ao mesmo tempo em que muitas empresas ainda decidem sobre entrar ou não no Twitter e qual a próxima ação que vão fazer para impactar os clientes. O impacto está justamente na transparência, na valorização e estreitamento do relacionamento com os stakeholders. Técnicas e valores estes que um bom RP sabe muito bem da importância e como cultivar. Crowdsourcing é também do interesse de um RP, porque é do interesse da imagem da empresa.

Que tal tentar abrir a sua empresa? Ela realmente quer saber a opinião dos clientes e está preparada pra isso? Ou apenas alguns comentários no Twitter bastam pra entender a opinião generalizada do público?

Por fim, deixo um trecho do mesmo livro citado acima que acrescenta e complementa muito isso:

“Hoje, o consumidor está cada vez mais ditando as regras. Ele está dizendo a todo mundo se gosta ou detesta um produto que experimentou. Se você convidá-lo, ele também aceitará fazer algumas sugestões sobre como você pode melhorar o mundo. Amanhã ele insistirá para que você crie novos produtos que atendam precisamente o seu gosto, dizendo como ele deveria ser divulgado e distribuído e mencionado o quão bem você lidou com estas tarefas”.

Te quiero” – A “maldição” da Campanha

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Por Daniele Pedace | Comunicação e Marketing | 25.04.2012

Dando uma lida no encarte especial da Meio e Mensagem esses dias sobre Marketing e Comunicação, vi a análise da campanha de marketing da picape Frontier da Nissan, dos Pôneis Malditos.

Você sabia que essa campanha ganhou 10 prêmios?

-       Nas categorias Filmes e Internet na 37ª edição do Festival Brasileiro de Publicidade, realizado pela Associação Brasileira de Propaganda.

-       O Ouro na categoria Filmes da premiação argentina ‘El Ojo’.

-       O ‘Yahoo! Big Idea Chair 2011’.

-       Venceu a 24ª edição do ‘Prêmio Marketing Best’, organizado pela Editora Referência.

-       O Galo de Ouro nas categorias Mídia Digital e Cine/TV do ‘Festival Mundial de Publicidade de Gramado’

-       Destaque no Prêmio youPIX, como ‘Trending Topic do Ano’, sendo o vídeo com maior repercussão na internet e no Twitter brasileiros

-       Dois Ouros nas categorias Filme/TV e Case Mídias Integradas no Prêmio Colunistas.

Podemos ver que os Ps de Promoção e de Propagação da metodologia dos 8Ps do Marketing Digital, de Conrado Adolpho, foram bem empregados nesse anúncio. Esta metodologia dos 8 Ps contempla uma série de passos que uma empresa deve seguir para ter sucesso na estratégia de marketing digital, baseando-se em explorar as melhores ferramentas que a internet oferece:

Mesmo utilizando o Marketing Digital, a campanha foi iniciada na Tv, um meio offline, de forma a integrar os dois meios, o online e o offline, lançando sua promoção e propagando a campanha:

Offline:

+ visibilidade
=> online
 > viralização

Online:

+ relacionamento
+ compartilhamento
+ fidelização

Offline + Online:

+ fortalecimento da marca
+ vendas

Para usar os meios online, fizeram uma bela integração das mídias sociais, já que a campanha possui um vídeo promocional no Youtube que leva o usuário à página do Facebook, onde podem fazer suas próprias “maldições” para enviar aos seus amigos. A campanha não utiliza diretamente o twitter, mas quando existe o compartilhamento, o twitter é rapidamente usado como ferramenta de propagação. Com tudo isso, torna-se inevitável que apareça em várias mídias sociais diferentes.

Youtube + Facebook + Twitter + outras mídias:

+ fortalecimento da marca
+ vendas

Alguns números impressionantes da campanha:

Facebook: No pico da campanha houve 730 menções aos pôneis malditos por hora.

Youtube: É o segundo vídeo mais visto da história do Youtube na categoria Automóveis.

Twitter: 50.276 mil menções no twitter e 4 dias no ‘trending topics’ mundial.

Tumblr: O post mais popular conta com mais de 37.529 notas (reblogs).

Orkut: Foram criadas 834 comunidades, a maior delas conta com mais de 200 mil membros.

Blog: Mais de 1000 posts sobre a campanha (este será mais um).

Quando é criada a possibilidade do usuário se relacionar através da campanha, os usuários acabam fazendo o resto do trabalho. Como há o compartilhamento, gera um bom viral e muitas visualizações, fazendo com que a marca esteja rapidamente em toda a rede. Portanto:

Usuário + usuário + usuário + usuário +…:

+ fortalecimento da marca
+ vendas

E deu mesmo certo tudo isso, pois desde a “doce” aparição dos pôneis alados, as vendas da montadora cresceram mais de 80% em comparação a 2010. E como todo sucesso, já tem continuação: Pôneis Malditos 2, para a linha 2013 da picape Frontier.

 

Quando a comunicação faz marketing de conteúdo

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Por Rodrigo Capella | Comunicação e Marketing | 24.04.2012

Um aluno da disciplina de Comunicação Digital, da Universidade Anhanguera, me fez uma pergunta, aparentemente simples: “O que é um podcast?”. Eu poderia, simplesmente, dar uma resposta rápida, apenas informando funções e abrangência.

Se optasse por este caminho, eu teria dito algo do tipo: “o podcast é a força do áudio na internet. Com ele, empresas dão dicas, compartilham experiências, falam sobre produtos ou serviços”.

Mas, não! Não seria uma boa resposta. Ao aluno optei por inicialmente explicar a importância do marketing de conteúdo, suas características, ações realizadas, múltiplas possibilidades.

Resumindo em poucas palavras: “o marketing de conteúdo não impõe uma mensagem, apenas sugere. Convida uma pessoa para acessar o conteúdo e aprender com ele”.

Este contexto não poderia ser aplicado a um podcast? Sem dúvida! O Pod ter Saúde, feito pela Amil desde 2006, é um ótimo exemplo. Com dicas de especialistas, este podcast ensina, passa orientações, fala sobre doenças, sobre tratamentos.

É uma comunicação que foge da mesmice, que foge dos tradicionais releases. É uma comunicação, sem dúvida alguma, difícil de ser feita. Afinal, para realizar um projeto como este é preciso ter conhecimentos técnicos, realizar amplas pesquisas e conhecer o comportamento do público final em detalhes.

Será que as empresas estão realmente preparadas? E os comunicadores? A resposta é clara, não?

(*) Rodrigo Capella é professor de Comunicação Digital da Universidade Anhanguera, professor do MBA de Mídias Sociais da UMA-BH e professor da Escola de Comunicação do Comunique-se. Edita o blog PR Interview, o podcast Virando a Página e é autor do livro “Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia”. E-mail: capella.rodrigo@gmail.com

Comunicação é estratégica?

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Por Flavio Valsani | Comunicação Estratégica | 18.04.2012

Qualquer profissional que trabalhe na área certamente responderá a essa pergunta com um sonoro “sim!”

A verdade, porém, é que a resposta correta está mais para “depende”… Por que? Porque temos o costume – um tanto precipitado – de nos basearmos no conceito e deixar o fato de lado. Conceitualmente, Comunicação é, sim, estratégica, o que explica essa nossa predisposição em aceitar que toda Comunicação o seja. Nem sempre, porém, a prática exemplifica a teoria – às vezes até a contradiz…

E como trabalhar Comunicação de maneira estratégica? Separamos aqui três critérios que, aplicados a qualquer programa de Comunicação, garantem, enfatizam e estabelecem um patamar estratégico para esta atividade. Aí vão eles:

1. Onde você está?

Antes de dar qualquer passo, em qualquer direção, é necessário saber sua localização. Da mesma maneira, antes de desenvolver um programa de comunicação, é necessário conhecer o cenário, o que já foi feito, como, que resultados foram obtidos. Por quanto e em quanto tempo. Definir este ponto de partida em detalhe é essencial, também, para futuras avaliações do percurso…

2. Qual o seu destino?

Objetivos claros, específicos, em ordem de prioridade, prazos, orçamento, recursos humanos ajudam a definir o como, mas é o objetivo final de seu programa de comunicação que vai servir de bússola para  orientar todas as ações a serem desenvolvidas. Eventuais correções de percurso serão necessárias, por isso esteja pronto para fazê-las. Nada de permanecer estático. A palavra de ordem é flexibilidade.

3. Qual o melhor caminho?

Você tem uma infinidade de ferramentas e plataformas para atingir seus públicos, mensagens as mais variadas, meios de avaliar o impacto de cada ação e uma permanente busca por alternativas diferentes e criativas. É aqui que deve imperar a diversidade: falar com cada público usando a linguagem e a plataforma mais adequada pode ser a diferença entre um percurso tranquilo e uma viagem cheia de sobressaltos… Lembre-se de que não basta definir o caminho, mas, sim, o caminho ideal.

O desafio de emocionar seu público interno

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Por Andrea Gomes | Comunicação Interna | 17.04.2012


A comunicação interna mesmo considerada como estratégica em muitas organizações por vezes seu público deixa de ser priorizado. E não por ser o público menos importante, pelo contrário, uma vez que o colaborador é o primeiro que deve ter conhecimento de tudo que acontece na organização para que possa ser um interlocutor da empresa.

Você já se deparou com o dilema de não conseguir perceber o impacto que a sua comunicação gerou para seu público interno? Eu convivo diariamente com a busca por encontrar a forma ideal de atingir esse público.

E trabalhar com esse público é um desafio diário justamente em entender de que forma esse público deve e quer ser atingido. Porque pensar que elaborar um comunicado e enviar aos setores resolve é um engano dos maiores. O que esse público quer e espera é ser emocionado.

E como conseguir emocionar esse público e passar a mensagem necessária? Não é fácil, nem existe uma receita pronta, mas para que o processo comunicacional aconteça de uma forma efetiva faz-se necessária uma boa dose de criatividade.

Uma ação de endomarketing interessante é a criação de vídeos com a animação Stop Motion que passa a mensagem que se pretende de uma forma divertida e lúdica. Esse vídeo exemplifica bem essa prática:

Colocar-se no papel de expectador antes de estabelecer qual a melhor forma de comunicar e emocionar o seu público é muita boa prática. Vou adotá-la e depois conto para vocês.

Cinco cases de inovação digital

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Por Cibele Silva | Tendência e Inovação | 16.04.2012

Em 2012 o A Bordo da Comunicação deu uma brecada, ainda não tínhamos colocado o barco para navegar, mas antes tarde do que nunca. Esse mês o A Bordo faz aniversário, completa 3 anos. Agora vamos dar um up por aqui, logo logo vamos comemorar.

E para o retorno no nosso querido blog, mostrarei cinco cases de inovação por esse mundo a fora.

Case I – A Microsoft e o Hotel Francês Novotel criaram o Room 3120, um inovador conceito de arquitetura. Os móveis do hotel usam a tecnologia de sensores de movimento da Microsoft, Kinect, e o console do jogo Xbox 360, além de outras facilidades do entretenimento, que são inseridas no design do ambiente, levando uma verdadeira inovação para o cliente.

Case II – O website americano SaveUp recompensa os usuários que economizam dinheiro. Os usuários podem conectar suas contas do banco com o SaveUp, ganhando pontos cada vez que atingirem metas fincanceiras como pagar contas na data e economizar ou convidar amigos para o website. Os prêmios incluem cartões de presente, dinheiro e férias. Inovação até na hora de pagar as contas.

Case III – Com o objetivo de homenagear o escritor Monteiro Lobato na 20 bienal do Livro de São Paulo, no aniversário de 90 anos da 1 edição de seu livro ”A Menina do Narizinho Arrebitado”, a Editora Globo adaptou a obra para uma versao digital e interativa para leitura no iPad, uma das pioneiras na inovação.

Ao tocar a tela, o leitor interage com os personagens do livro ou com os objetos que compõem a cena e, ao serem adicionados recursos de som o aplicativo tornou-se ainda mais lúdico e agradável.

Case IV – Plink recompensa consumidores por comprar e comer offline. O famoso O2O – do offline para o online. É possível se conectar via conta do Facebook e registrar o número de um cartão de crédito ou débito. Ao usar o cartão nas lojas participantes, o usuário ganha os créditos. Os créditos Facebook podem ser trocados por dinheiro para serem gastos nas lojas participantes.

Case V – É um banco virtual fez uma grande inovação, desenhado para ajudar os pais a ensinar os filhos a administrar dinheiro. Os pais podem adaptar as emissões e gastos dos filhos com seus próprios valores financeiros. Também podem criar inúmeras contas e ajustar débitos automáticos para contas e de contas. As crianças também podem se logar para verem quanto economizaram e gastaram.

Em tempos de internetês, por onde anda o português?

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Por Lilian Ambar | Webwriting | 20.12.2011

Hoje começa mais uma pessoa querida aqui no A Bordo. A Lilian Ambar vem acompanhando o trabalho do blog, é uma ótima jornalista e, a partir de hoje, começa a compartilhar sua vasta experiência conosco. =)

Com um friozinho na barriga, estreio hoje como colunista do A Bordo da Comunicação. Será um grande desafio, pois, apesar de ser jornalista há 11 anos, esta será a primeira vez que terei o “colunista” no meu currículo profissional.

Agradeço a Belle Silva pela oportunidade e confiança. E prometo a vocês que vou compartilhar conhecimentos e lições que tenho aprendido ao longo de muitos anos de vida profissional, e até mesmo pessoal. Por que não?

Começo falando sobre um assunto que muito me atrai: o português nosso de cada dia. Desde que entrei na escola, a Língua Portuguesa era a matéria que mais me interessava e a que mais me garantiu boas notas durante minha vida escolar. Não à toa, optei por seguir a carreira de Jornalista.

Hoje, sou praticamente uma obstinada pela ortografia correta e procuro estar sempre atenta, para evitar o erro. Não é de se estranhar, portanto, que a chegada e o avanço do internetês me assustaram bastante. Muito usada por adolescentes, essa linguagem tem sido cada vez mais comum no universo digital, com uma enormidade de abreviações, erros de grafia e de concordância verbal. Por conta disso, temo que daqui a alguns anos, tudo que aprendemos e temos carregado durante décadas venha a desaparecer – o me preocupa muito. Mas como mudar isso?

O primeiro passo é formar bons profissionais. Papel que cabe não somente à universidade, mas ao próprio profissional, que deve fazer da leitura hábito constante. Jornais, revistas e livros são boas fontes para isso, mesmo pela internet. Ler é essencial, pois nos permite conhecer mais a nossa língua, ampliar o vocabulário e aprender a escrever e a nos comunicar melhor. É claro que algumas pequenas transgressões são permitidas, até eu, a #LoucaDaRevisão, cometo alguns deslizes às vezes.

O segundo passo é redobrar a atenção. Não podemos deixar que, na ânsia de corresponder à rapidez que a internet exige, a gente abra mão da grafia correta das palavras, cometendo muitas vezes erros grotescos.  Sempre digo que, na dúvida, é melhor consultarmos o dicionário ou algum colega. Por último, devemos nos preocupar com a coerência e a clareza do que escrevemos, levando em consideração sempre o perfil do público com o qual estamos falando.

Todos esses cuidados ajudam a evitar que a gente suje nossa imagem ou a de um cliente e, além disso, contribuem para a valorização e preservação da nossa língua.

Comunicar é uma arte e fazer isso bem é o desafio que devemos nos propor diariamente.

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