| Por Lilian Ambar | Webwriting | 20-12-2011 |
Hoje começa mais uma pessoa querida aqui no A Bordo. A Lilian Ambar vem acompanhando o trabalho do blog, é uma ótima jornalista e, a partir de hoje, começa a compartilhar sua vasta experiência conosco. =)

Com um friozinho na barriga, estreio hoje como colunista do A Bordo da Comunicação. Será um grande desafio, pois, apesar de ser jornalista há 11 anos, esta será a primeira vez que terei o “colunista” no meu currículo profissional.
Agradeço a Belle Silva pela oportunidade e confiança. E prometo a vocês que vou compartilhar conhecimentos e lições que tenho aprendido ao longo de muitos anos de vida profissional, e até mesmo pessoal. Por que não?
Começo falando sobre um assunto que muito me atrai: o português nosso de cada dia. Desde que entrei na escola, a Língua Portuguesa era a matéria que mais me interessava e a que mais me garantiu boas notas durante minha vida escolar. Não à toa, optei por seguir a carreira de Jornalista.
Hoje, sou praticamente uma obstinada pela ortografia correta e procuro estar sempre atenta, para evitar o erro. Não é de se estranhar, portanto, que a chegada e o avanço do internetês me assustaram bastante. Muito usada por adolescentes, essa linguagem tem sido cada vez mais comum no universo digital, com uma enormidade de abreviações, erros de grafia e de concordância verbal. Por conta disso, temo que daqui a alguns anos, tudo que aprendemos e temos carregado durante décadas venha a desaparecer – o me preocupa muito. Mas como mudar isso?
O primeiro passo é formar bons profissionais. Papel que cabe não somente à universidade, mas ao próprio profissional, que deve fazer da leitura hábito constante. Jornais, revistas e livros são boas fontes para isso, mesmo pela internet. Ler é essencial, pois nos permite conhecer mais a nossa língua, ampliar o vocabulário e aprender a escrever e a nos comunicar melhor. É claro que algumas pequenas transgressões são permitidas, até eu, a #LoucaDaRevisão, cometo alguns deslizes às vezes.
O segundo passo é redobrar a atenção. Não podemos deixar que, na ânsia de corresponder à rapidez que a internet exige, a gente abra mão da grafia correta das palavras, cometendo muitas vezes erros grotescos. Sempre digo que, na dúvida, é melhor consultarmos o dicionário ou algum colega. Por último, devemos nos preocupar com a coerência e a clareza do que escrevemos, levando em consideração sempre o perfil do público com o qual estamos falando.
Todos esses cuidados ajudam a evitar que a gente suje nossa imagem ou a de um cliente e, além disso, contribuem para a valorização e preservação da nossa língua.
Comunicar é uma arte e fazer isso bem é o desafio que devemos nos propor diariamente.








Parabéns, Lílian ! Não só a escrita, mas também a fala é muito importante. Falar bem 'abre portas'…
Parabéns,Lilian!Muito sucesso!!
Muito oportuna a sua reflexão e compartilho da mesma angústia.
Desde que passei a trabalhar com o público jovem descobri que foi preciso "falar a língua deles" para chamar e prender sua atenção. Isso não significa escrever errado nem tampouco adotar as novas gírias como regras ortográficas, mas sim, como você bem definiu, ter com a coerência e a clareza do que escrevemos, ao levar em consideração o perfil do público com o qual estamos falando.
Além de escrever corretamente, o que acho uma obrigação para quem utiliza as palavras como matéria-prima de seu produto final, é importante informar e comunicar com clareza e aí está o grande desafio: qual a melhor linguagem para atingir seus respectivos públicos.
Gostei do blog e da proposta. Parabéns.
Obrigada, Ana, Carla e ojornalismoempauta pelos comentários. E concordo plenamente com o ojornalismoempauta. A maior dificuldade talvez esteja em utilizar a linguagem correta para atingir o público-alvo do nosso projeto. Este é um desafio que temos que enfrentar diariamente e procurar as melhores formas de enfrentá-lo e obter resultados positivos.
Parabéns pelo texto Lílian. Assim como você sou jornalista e apaixonada pelas palavras. Não chego a ser a #LoucaDaRevisão, mas estou pertinho… Escrever é ofício que se aperfeiçoa na prática cotidiana, que se enriquece com a leitura. Ensino jovens profissionais de Relações Públicas e a maior parte de meus alunos escreve muito mal. Na medida do possível tento orientá-los, mas corrigir os erros na formação deles é um desafio gigantesco. Continue neste tom com seus textos. Farei questão de compartilhá-los com meus alunos. Grande abraço,